quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sobre você...


Escrever sobre você é como escrever sobre o nada. É sobre qualquer coisa de intenso que não serve para coisa alguma, além do meu Desejo. E não que o desejo não tenha uma importância crucial na vida das pessoas, mas não interfere sobre a relevância dos fatos. E sobre você eu nada poderia dizer além de que adoro sugar seu sexo e seus mamilos, inventando fantasias que nunca se concretizam. Nada além de expurgar os anseios reprimidos meus e de tanta gente, um longo período de tempo depois. Eu não me guardei para você, me guardei para mim, porque esperava que o Desejo me abduzisse de modo incontrolável como foi quando te pertenci, numa noite qualquer desta cidade desabitada. E porque esse Desejo era forte, suponho um flashback, um replay que nunca se concretiza e nem eu mesma sei a razão... Eu não quero possuir sua alma, juvenil e tenra como qualquer coisa que se desespera e eu também desconheço o motivo, permaneço na indagação. Eu nunca saberei de nada e talvez nem queira, a fantasia do incerto me instiga um pouco mais. Não importa. Não quero racionalizar o instinto, ou fantasiá-lo de sensibilidade, não sou escrava do romantismo e por isso mesmo me entreguei ao deleite do seu corpo nu. Não espero nada além do que posso ter, do que me permito querer e desejar intensamente. Sonhos que colidem com os de tantas outras mentes nesta cidade a me atormentar sozinha nestas madrugadas. Tanto faz, eles me querem e eu não. Não sei o por que disso e também não me interesso. Não me abalo com as coisas que me dizem ou as propostas que me fazem. Esta noite desejei seu corpo em silêncio e isto para mim era a urgência de existir. Cansei da racionalidade, das possibilidades de um “talvez”, me encantei com o “agora”, simples e por ele mesmo. Sem as culpas e sem os medos de outrora, estou tentando me adaptar. Eu era de um tempo em que as pessoas se encantavam umas com as outras e saíam de mãos dadas por aí... O tempo se foi, e eu também quero me divertir . Se for só isto, estejamos acordados: Então venha!